EDI no setor portuário: você sabe o que é?



Com mercados cada vez mais competitivos, é comum que as empresas busquem formas de otimizar seu tempo e consequentemente melhorar sua produtividade. Neste sentido, o termo EDI tornou-se comum no setor de transporte e logística. Inclusive no mercado portuário.

A sigla, em inglês, é Electronic Data Interchange ou seja, intercâmbio eletrônico de dados.

Mas, na prática tem um significado mais abrangente. E, por isso, apesar de não ser um assunto novo, ainda é motivo de dúvidas. Os padrões EDI, layouts e sua adaptação à rotina dos terminais portuários, por exemplo, ainda dão dor de cabeça aos profissionais da logística. A fim de esclarecer o assunto, os especialistas da T2S – empresa especializada em soluções de software para o setor portuário – explicam o que é EDI no setor portuário com base na expertise adquirida ao atender demandas neste sentido.

O que é EDI?

Em resumo, estamos falando de uma troca eletrônica de informações. O objetivo do EDI é criar uma comunicação padronizada entre duas pontas, mesmo que elas tenham sistemas diferentes, afinal o que importa é que ambas sigam o padrão estabelecido.

Mas, na prática, para que serve um EDI no setor portuário?

De acordo com Hugo de Lima Gomes, analista da T2S, é comum ouvir a expressão EDI ser associada à armador. Mas não é necessariamente para o que o EDI serve dentro do setor portuário.

“É uma forma de ter uma comunicação qualificada e com mais segurança. Além de ser mais econômico e ágil para o dia-a-dia de transportadoras, armazéns e operadores”, explica. “De um modo geral ele é importante para planejar uma operação, já que o EDI promove a comunicação rápida dos dois lados”.

Só para exemplificar, na chegada de um navio o armador cria um EDI informando o terminal de quantos contêineres estão a caminho, em quais posições e o que há dentro de cada um deles. O sistema do terminal lê essas informações e as grava internamente.

Quais são os benefícios do EDI?

Todo esse processo seria feito de forma manual, ou seja, com risco de erro humano e maior duração. Com o EDI o processo é mais rápido e seguro.

Quais EDIs existentes?

Ainda de acordo com a T2S, são diversos EDIs para as mais variadas situações. Mas, o mais comuns são:

  • CODECO – Confirma que os contêineres especificados foram entregues ou recolhidos pelo transportador terrestre;
  • COARRI – confirma a descarga / carregamento do contêiner;
  • OCORREN – Quando o sistema reenvia um arquivo para o embarcador com informações atualizadas referentes às coletas e entregas realizadas;
  • PREFAT – pré-fatura de transporte
  • CONEMB –  relação dos conhecimentos embarcados
  • DOCCOB – arquivo enviado da transportadora para o embarcador, com os conhecimentos faturados.

Como a T2S trabalha com EDI?

Os especialistas da T2S estão prontos para atender as mais diversas demandas do setor portuário, inclusive no que diz respeito a EDI. Neste caso, os trabalhos normalmente são voltados para a customização – no caso de terminais que atendem empresas que não seguem o padrão 100%, por exemplo. Mas há situações em que a complexidade da comunicação exige um portal que permita gerenciar e monitorar todas as comunicações, incluindo registros para auditoria e rotinas de contingência.

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