Como você pode gerenciar a Água de Lastro?


A Convenção Internacional para Controle e Gerenciamento de Água de Lastro e Sedimentos de Navios entrou em vigor na última sexta-feira, dia 08 de setembro de 2017. Adotada em 2004, a Convenção visa prevenir a propagação de organismos aquáticos que, quando transferidos de uma região a outra, através do lastro de navios, podem prejudicar a fauna e flora do local onde a água é despejada. Os navios terão que carregar um Livro de registro de água de Lastro e serão obrigados a seguir um padrão de  gerenciamento sobre os procedimentos. Com o início da vigência da Convenção e o avanço da tecnologia no setor portuário, no ano de 2017 é possível que terminais, armadores e autoridades portuárias recorram à soluções personalizadas  para gerenciar todo este processo e cumprir as normas estabelecidas, desde o monitoramento da posição em que o navio realiza a troca, até a análise dos parâmetros da água e o controle das demais especificidades da operação.

Hoje existe apenas um projeto desenvolvido pelo Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) mas ainda não há uma solução consolidada.

A IMO (International Maritime Organization) informou que os sistemas de gerenciamento de água de lastro devem ser aprovados pela Administração de acordo com suas Diretrizes (requisitos de aprovação do Regulamento D-3 para sistemas de gerenciamento de água de lastro). Estes incluem sistemas que utilizam produtos químicos, uso de organismos, mecanismos biológicos ou que alteram as características químicas ou físicas da Água de Lastro.

Segundo o analista de sistemas Christian Garcia Nogueira da T2S, autoridades portuárias buscam constantemente soluções para atender demandas específicas do setor que um software pronto de mercado, por exemplo,  não atende. “Pensar em um software que gerencie o controle da água de lastro é indispensável agora. Diante do cenário atual, é importante que as organizações recorram à soluções desenvolvidas IN-HOUSE. Desta forma, torna-se muito mais fácil administrar a operação, além de contribuir em grande escala para a redução de custos, riscos, impactos ambientais e para o cumprimento das normas estabelecidas pela Convenção.”, conta.

Sobre a International Maritime Organization – A IMO é uma agência especializada da ONU responsável pela segurança do transporte marítimo e pela prevenção da poluição marinha causada por navios.

Sobre a T2S – A T2S é especializada em soluções exclusivas para o setor portuário e desenvolve projetos sob demanda que incluem: desenvolvimento de softwares, suporte, consultoria, hospedagem e manutenção.

Acesse a Convenção.
Fonte do artigo.
Sobre o Protótipo da USP.

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