Como lidar com a alta demanda no mercado de TI?

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 Diretor da T2S comenta problemática da demanda por profissionais de TI A pandemia acelerou a transformação digital nas empresas. Com isso, a demanda por profissionais de Tecnologia da Informação (TI) aumentou, e as companhias passaram a lidar com a falta de mão de obra qualificada. De acordo com a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais (Brasscom) , em 2019, o número de alunos formados era de 46 mil, enquanto que a demanda estimada para o período de 2019 a 2024 chegaria a aproximadamente 70 mil. Com isso, o estudo estimava um déficit potencial anual de 24 mil profissionais de TI. No entanto, somente para este ano, a expectativa foi de 56 mil novas oportunidades de trabalho criadas, enquanto que em 2020, já considerando a pandemia, a expectativa era de 43 mil novas vagas sem preenchimento. “Esse efeito é como aquela máxima de o mercado se regular entre a oferta e a procura. A demanda de novas vagas, sempre foi maior que a oferta

É inviável automatizar os terminais de contêineres do Porto de Santos?

Sim! Pelo menos é o que conclui o trabalho de conclusão de curso escrito pelos formandos de Engenharia Civil Ítalo M. F. de Araújo, Layla de Oliveira e Rafaella R. T. Lapetina.


O trabalho dos formandos, que está disponível na biblioteca da Universidade Santa Cecília, já foi noticiado pelos principais meios de comunicação da região e do setor portuário. Orientados pelo Prof. Me. Adilson L. Gonçalves, os alunos formularam duas hipóteses para comprovar sua tese:

  1. Os terminais de contêineres do Porto de Santos precisarão passar por adequações estruturais e funcionais;
  2. A automação tende a reduzir a demanda por mão de obra, relocação e treinamento de pessoal.
Os alunos estudaram o surgimento do contêiner e a história dos terminais deste tipo de carga. Também estudaram referências internacionais de automação e fizeram uma análise crítica do estágio atual dos Portos Brasileiros sob o aspecto da automação.

A conclusão dos formandos foi de que as crises econômica e política do país não são os únicos fatores que impedem investimentos em automação nos terminais de contêineres brasileiros. Falta de padrão nos processos, falta de mão de obra especializada, marcos regulatórios inflexíveis, ingerência de conflitos de concessionários multimodais e infraestrutura não planejada de muitos terminais são também fatores que inviabilizam esse tipo de investimento.

Isso tudo significa que, embora seja uma tendência mundial, a automação de terminais de contêineres ainda parece ser um tabu no Brasil. Aparentemente, é um enorme desafio para os operadores portuários de cargas conteinerizadas.

Porém, sabemos que o brasileiro não desiste nunca e que os desafios existem justamente para serem superados. Então, mãos à obra!





Ricardo Pupo Larguesa é engenheiro da computação e MBA em Gestão Empresarial com ênfase em Negócios Internacionais. Professor do ensino superior e sócio da T2S, desenvolvedora de sistemas de logística portuária, é apaixonado por Tecnologia e por Operações Portuárias.

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