Como lidar com a alta demanda no mercado de TI?

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 Diretor da T2S comenta problemática da demanda por profissionais de TI A pandemia acelerou a transformação digital nas empresas. Com isso, a demanda por profissionais de Tecnologia da Informação (TI) aumentou, e as companhias passaram a lidar com a falta de mão de obra qualificada. De acordo com a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais (Brasscom) , em 2019, o número de alunos formados era de 46 mil, enquanto que a demanda estimada para o período de 2019 a 2024 chegaria a aproximadamente 70 mil. Com isso, o estudo estimava um déficit potencial anual de 24 mil profissionais de TI. No entanto, somente para este ano, a expectativa foi de 56 mil novas oportunidades de trabalho criadas, enquanto que em 2020, já considerando a pandemia, a expectativa era de 43 mil novas vagas sem preenchimento. “Esse efeito é como aquela máxima de o mercado se regular entre a oferta e a procura. A demanda de novas vagas, sempre foi maior que a oferta

Os avanços do OCR no Setor Portuário


A tecnologia de OCR (Optical Character Recognition), ou reconhecimento ótico de caracteres), evoluiu muito desde a época em que sistemas de inteligência artificial não conseguiam diferenciar bolinhos de focinhos de cãezinhos de estimação. E algumas empresas do mercado tem trabalhado muito para que essa tecnologia traga benefícios para o Setor Portuário.

Há 30 anos atrás seria praticamente impossível imaginar o que a tecnologia nos proporcionaria hoje. A despeito da obsessão da indústria de cinemas por carros voadores e da indústria da tecnologia por geladeiras conectadas (convenhamos que são tecnologias que não trazem assim tantos benefícios para o nosso dia-a-dia), o reconhecimento de objetos evoluiu muito. Hoje a acurácia dos sistemas chega próximo dos 100% e o uso da tecnologia traz benefícios importantes como agilidade e segurança.

Mas ainda é uma tecnologia que demanda equipamentos muito caros. Geralmente é preciso investir em uma infraestrutura de alvenaria bem complexa assim como é preciso adquirir equipamentos específicos importados, o que aumenta o tempo de retorno de investimento de um projeto de implantação.

Porém, uma empresa finlandesa chamada Visy chamou minha atenção. Eu os conheci na TOC Europe, em junho de 2018 na Holanda, e gostei muito da proposta. A empresa foi fundada em 1994 a partir de formandos do departamento de processamento de sinais da Tampere University of Technology (TUT). Inicialmente trabalhando em soluções tecnológicas para a indústria de papel, foi no Porto de Helsinki que encontraram o primeiro cliente em 1997. A demanda: sistema de reconhecimento de placas de veículos e números de contêineres.

John LundJohn Lund, representante comercial para as Américas, conta que a Visy descobriu que havia bons sistemas de OCR, mas não havia soluções de envio de dados para os sistemas de informação logísticos. E foi assim que a empresa começou.

Hoje com várias soluções para o mercado, atraiu minha atenção uma que utiliza o próprio sistema de câmeras de segurança de um terminal para mapear o trajeto de veículos e cargas dentro do pátio. O vídeo da apresentação mostrava os objetos mapeados em tempo real:

No Brasil, os terminais de Imbituba, Santos e Vila do Conde da Santos Brasil já utilizam as soluções da empresa. E a T2S já iniciou um processo de parceria para atuar como integrador no país. Portanto, teremos novidades em breve. Aguardem...





Ricardo Pupo Larguesa é engenheiro da computação e MBA em Gestão Empresarial com ênfase em Negócios Internacionais. Professor do ensino superior e sócio da T2S, desenvolvedora de sistemas de logística portuária, é apaixonado por Tecnologia e por Operações Portuárias.

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