Os avanços do OCR no Setor Portuário


A tecnologia de OCR (Optical Character Recognition), ou reconhecimento ótico de caracteres), evoluiu muito desde a época em que sistemas de inteligência artificial não conseguiam diferenciar bolinhos de focinhos de cãezinhos de estimação. E algumas empresas do mercado tem trabalhado muito para que essa tecnologia traga benefícios para o Setor Portuário.

Há 30 anos atrás seria praticamente impossível imaginar o que a tecnologia nos proporcionaria hoje. A despeito da obsessão da indústria de cinemas por carros voadores e da indústria da tecnologia por geladeiras conectadas (convenhamos que são tecnologias que não trazem assim tantos benefícios para o nosso dia-a-dia), o reconhecimento de objetos evoluiu muito. Hoje a acurácia dos sistemas chega próximo dos 100% e o uso da tecnologia traz benefícios importantes como agilidade e segurança.

Mas ainda é uma tecnologia que demanda equipamentos muito caros. Geralmente é preciso investir em uma infraestrutura de alvenaria bem complexa assim como é preciso adquirir equipamentos específicos importados, o que aumenta o tempo de retorno de investimento de um projeto de implantação.

Porém, uma empresa finlandesa chamada Visy chamou minha atenção. Eu os conheci na TOC Europe, em junho de 2018 na Holanda, e gostei muito da proposta. A empresa foi fundada em 1994 a partir de formandos do departamento de processamento de sinais da Tampere University of Technology (TUT). Inicialmente trabalhando em soluções tecnológicas para a indústria de papel, foi no Porto de Helsinki que encontraram o primeiro cliente em 1997. A demanda: sistema de reconhecimento de placas de veículos e números de contêineres.

John LundJohn Lund, representante comercial para as Américas, conta que a Visy descobriu que havia bons sistemas de OCR, mas não havia soluções de envio de dados para os sistemas de informação logísticos. E foi assim que a empresa começou.

Hoje com várias soluções para o mercado, atraiu minha atenção uma que utiliza o próprio sistema de câmeras de segurança de um terminal para mapear o trajeto de veículos e cargas dentro do pátio. O vídeo da apresentação mostrava os objetos mapeados em tempo real:

No Brasil, os terminais de Imbituba, Santos e Vila do Conde da Santos Brasil já utilizam as soluções da empresa. E a T2S já iniciou um processo de parceria para atuar como integrador no país. Portanto, teremos novidades em breve. Aguardem...





Ricardo Pupo Larguesa é engenheiro da computação e MBA em Gestão Empresarial com ênfase em Negócios Internacionais. Professor do ensino superior e sócio da T2S, desenvolvedora de sistemas de logística portuária, é apaixonado por Tecnologia e por Operações Portuárias.

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