Como lidar com a alta demanda no mercado de TI?

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 Diretor da T2S comenta problemática da demanda por profissionais de TI A pandemia acelerou a transformação digital nas empresas. Com isso, a demanda por profissionais de Tecnologia da Informação (TI) aumentou, e as companhias passaram a lidar com a falta de mão de obra qualificada. De acordo com a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais (Brasscom) , em 2019, o número de alunos formados era de 46 mil, enquanto que a demanda estimada para o período de 2019 a 2024 chegaria a aproximadamente 70 mil. Com isso, o estudo estimava um déficit potencial anual de 24 mil profissionais de TI. No entanto, somente para este ano, a expectativa foi de 56 mil novas oportunidades de trabalho criadas, enquanto que em 2020, já considerando a pandemia, a expectativa era de 43 mil novas vagas sem preenchimento. “Esse efeito é como aquela máxima de o mercado se regular entre a oferta e a procura. A demanda de novas vagas, sempre foi maior que a oferta

Por que é tão difícil negociar com o Governo?



Atuando há mais de uma década no setor portuário estou convicto que negociar com o governo, principalmente em situações mais complexas, é uma tortura comparável àquelas que sofremos quando tentamos solicitar o cancelamento de alguma cobrança indevida ao call center de uma operadora de serviços de telecom. Explico...

Quanta gente!

O setor portuário é fortemente regulamentado por autoridades governamentais, em todas as esferas. Prefeitura, governo do estado, governo federal, autoridade portuária, alfândega, Anvisa, Antaq, Antt, Capitania dos Portos, Ibama, companhias de saneamento estaduais, Ogmo, Polícia Federal,  praticagem, são exemplos de algumas destas entidades.

A este ambiente (já confuso) adicionam-se os armadores, agentes marítimos, despachantes, clientes e prestadores de serviços. Cada um com forte demanda e poder de barganha junto ao terminal portuário.

Rotatividade dos gestores públicos

Evidentemente que este universo complexo de atores relacionando-se entre si demanda alto alinhamento na comunicação para que problemas complexos possam ser resolvidos sem que prejudiquem as operações. Porém, ao acompanhar bem de perto alguns casos no Porto de Santos, como o novo acesso rodoviário e a questão eterna dos contratos de dragagem, noto que os interlocutores do setor privado são sempre os mesmos (e com as mesmas demandas - que não se resolvem). Mas do outro lado da mesa, frequentemente há uma nova "personalidade política", as vezes até bem intencionada, mas desconhecendo completamente as revindicações. 

O Fórum Santos Export 2018, que já está na sua 16ª edição, comprova esta situação. As demandas discutidas são sempre as mesmas, ano após ano, requeridas pelos mesmos operadores portuários e empresários locais, mas os representantes do governo, que possuem a autoridade e a caneta para tomar algumas medidas, alternam-se a cada edição.

Atendimento de call center

Volto à analogia do call center, quando após longos minutos de explicação do problema, apontando evidências e, quando tudo parecia estar encaminhado o atendente resolve te transferir, e outra pessoa que te atende pede que você relate tudo novamente. 

Com o governo é igual!

Nem tudo são pedras

Apesar do tom crítico deste artigo, nem tudo está perdido. Temos notado o avanço em vários assuntos importantes (acho que é por que estamos num ano eleitoral). Não estão evoluindo na velocidade que o setor privado e o próprio mercado demandam... mas estão evoluindo.
A esperança que temos é para que todas as tratativas e avanços conseguidos nos últimos anos não retrocedam após a grande dança das cadeiras que acontecerá no início de 2019.



Rodrigo Lopes Salgado é especialista em tecnologia portuária, acumula dezenas de casos de sucesso no desenvolvimento, integração e implantação de sistemas nos maiores terminais da América Latina.

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