Como lidar com a alta demanda no mercado de TI?

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 Diretor da T2S comenta problemática da demanda por profissionais de TI A pandemia acelerou a transformação digital nas empresas. Com isso, a demanda por profissionais de Tecnologia da Informação (TI) aumentou, e as companhias passaram a lidar com a falta de mão de obra qualificada. De acordo com a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais (Brasscom) , em 2019, o número de alunos formados era de 46 mil, enquanto que a demanda estimada para o período de 2019 a 2024 chegaria a aproximadamente 70 mil. Com isso, o estudo estimava um déficit potencial anual de 24 mil profissionais de TI. No entanto, somente para este ano, a expectativa foi de 56 mil novas oportunidades de trabalho criadas, enquanto que em 2020, já considerando a pandemia, a expectativa era de 43 mil novas vagas sem preenchimento. “Esse efeito é como aquela máxima de o mercado se regular entre a oferta e a procura. A demanda de novas vagas, sempre foi maior que a oferta

Apenas 9% dos terminais portuários no mundo são semi-automatizados


Os números contidos nos índices de produtividade são mais do que meros números para terminais de contêineres. Afinal, é com base nestes dados que operadores portuários fazem negócios que podem ser fechados ou perdidos em instantes. Por isso, existe uma maratona em busca de uma produtividade cada vez maior e ela resulta em uma revolução no setor portuário: a automação de cada vez mais funções.

Das máquinas modernas e eficientes até os softwares diversos, é sabido que a presença da tecnologia garante, entre outras coisas: 
  • A redução do tempo que os navios permanecem em terra; 
  • Diminuição do tempo de trabalho de diversos setores;
  • Maior segurança para cargas e dados.
Ainda assim (e apesar do processo de modernização que acontece mundialmente), apenas 9% dos terminais no mundo são semi-automatizados. Os dados são da DS Research e, também de acordo com eles, no final de 2017 eram apenas 56 terminais de contêiner semi-automatizados em todo o globo. 

Com base nos benefícios do uso da tecnologia, fica a dúvida: porque um número tão pequeno? 

O que é um terminal semi-automatizado

Primeiramente é importante entender o que significa ser semi-automatizado. 

Em um breve resumo, isso significa ter em seu funcionamento predominantemente equipamentos de pátio automatizados (os ASC ou Automated Stacking Cranes). Também é necessário ter uma porcentagem de automação de gates e a participação de equipamentos horizontais automatizados e guindastes automatizados (Porteineres) entre navios e cais. 

Investimentos em terminais semi-automatizados

Agora que você já sabe o que é, vamos aos motivos para apenas 9% de terminais semi-automatizados no mundo. 

De acordo com o analista de mercado da German DS Research, Daniel Schäfer, por se tratar de algo relativamente novo, os terminais automatizados ainda são menos flexíveis em comparação com a operação manual. Mas, também segundo informou, a principal justificativa para a automação de terminais é a redução de custos. Já que os custos trabalhistas são em média cerca de 50% dos custos totais nos terminais de contêineres. 

Ainda em entrevista à World Maritime News ele disse que: 
“Como um operador de terminal, você deve implementar automação juntamente com novos equipamentos, e a frota operacional nos países em desenvolvimento é muito jovem (em pelo menos 5 a 10 anos) para ser substituída. A esse respeito, as economias maduras têm um potencial substancial de mercado e, é claro, os terminais médios ou grandes provavelmente darão o passo em direção à automação do que os pequenos”.

Esse número vai aumentar

Tendo em vista os benefícios de operar com um terminal semi-automatizado e também as questões levantadas por Schäfer, a porcentagem de operadores portuários transacionando para esse modelo só tende a aumentar. Prova disso é que a estimativa é que até 2023 ter mais 60 terminais semi-automatizados funcionando. A capacidade combinada esperada é de 90 milhões de TEU. 

Ainda segundo a estimativa da DS Research, 2/3 desse número deve ser realmente concretizado, enquanto 21% não terá continuidade e 12% sofrerão atrasos. Os cancelamentos devem ser resultado de dificuldades financeiras em parcerias público-privadas e os atrasos devem ser relacionados com projetos de expansão de instalações já existentes em que os níveis de utilização não atingiram os necessários 70 a 80 por cento para se passar à fase seguinte.

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