Como lidar com a alta demanda no mercado de TI?

Imagem
 Diretor da T2S comenta problemática da demanda por profissionais de TI A pandemia acelerou a transformação digital nas empresas. Com isso, a demanda por profissionais de Tecnologia da Informação (TI) aumentou, e as companhias passaram a lidar com a falta de mão de obra qualificada. De acordo com a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais (Brasscom) , em 2019, o número de alunos formados era de 46 mil, enquanto que a demanda estimada para o período de 2019 a 2024 chegaria a aproximadamente 70 mil. Com isso, o estudo estimava um déficit potencial anual de 24 mil profissionais de TI. No entanto, somente para este ano, a expectativa foi de 56 mil novas oportunidades de trabalho criadas, enquanto que em 2020, já considerando a pandemia, a expectativa era de 43 mil novas vagas sem preenchimento. “Esse efeito é como aquela máxima de o mercado se regular entre a oferta e a procura. A demanda de novas vagas, sempre foi maior que a oferta

Confira as novidades apresentadas na 18ª edição da TOC Americas 2018

A TOC Americas, um dos principais eventos de portos e transporte do mundo, aconteceu entre os dias 13 e 15 de novembro no Panamá e a T2S - empresa especializada em soluções de software para o setor portuário - participou de mais uma edição. Representada pelos diretores Ricardo Pupo Larguesa e Rodrigo Lopes Salgado, por meio de uma conferência técnica internacional, estavam presentes para discutir os principais problemas do setor e novidades tecnológicas.

Perspectivas econômicas e comerciais, automatização, tecnologia limpa e os desafios portuários, foram alguns dos temas abordados durante o evento que contou com a participação de grandes nomes do setor.

Primeiro dia

No primeiro painel do evento, empresas como Stop Connections, Camco Technologies, Liebherr, TBA Group, Advent Intermodal Solutions LLC e Portel Logistic Technologies trataram de assuntos como a utilização de software para gerenciamento da manutenção eficiente de equipamentos; como usar automação por OCR no gate para conseguir mais confiabilidade do uso dos dados dentro do terminal; e o foco em integrações entre os sistemas das empresas através da comunicação por API, ocasionando eficiência e automação desses processos.

Já no segundo painel, empresas como Visy, Konecranes, Kalmar, Siemens, ABB, entre outras, apresentaram suas soluções, mas o tema de maior relevância foi em torno da necessidade de padronização em casos de automação, semi ou total, de equipamentos. O terminal fica dependente de uma única marca para evitar conflitos. Mesmo com o assunto abordado, a discussão se tornou inconclusiva ao final da sessão.

No terceiro e último painel, o Panamá, em parceria com o governo holandês, através do desenvolvimento de políticas por semelhanças logísticas, apresentaram planos de expansão, onde os representantes da Holanda, sendo o segundo maior exportador de produtos alimentícios do país, afirmaram que o Panamá tem grande potencial devido a sua localização estratégica.

Segundo dia

No segundo dia do evento, os painéis foram apresentados por meio de palestras e seminários sobre operações de granel.
No primeiro painel foi apontado os desafios de planejar e projetar o terminal moderno, apresentado pela Moffat & Nichol de maneira comercial. Comentaram sobre alguns cases de sistemas de emulação e simulação de operações do terminal para formatar documentos de apoio a decisão estratégica.

Em seguida, o segundo painel teve como pauta os serviços e manutenções inteligentes, que foi divida em 3 apresentações e contou com a moderação do Laurence Jones, Diretor global de avaliação de riscos da TT Club.

A primeira apresentação foi realizada por Ryan Hertel, Gerente global da Phoenix Terminal Solutions, que fez rápidos comentários a respeito de produtos fornecidos pela Phoenix para iluminação das operações do terminal, principalmente, voltadas para operações do pátio;

Posteriormente, Lars Meurling, Vice presidente da Bromma, falou a respeito da durabilidade estrutural e citou uma pesquisa realizada por eles a respeito do clamp - peça utilizada para conectar contêineres. Este estudo mostrou que o produto da Bromma tem durabilidade 4 vezes maior que o concorrente e o resultado foram 800 contra 200 movimentos.

Para finalizar, o segundo painel com a terceira apresentação, Jonathan Hseih, Vice presidente e Tais Shioratsubaki, Analista de infraestrutura da Liftech Consultants, falaram a respeito de um estudo de caso feito em um terminal (que não foi citado) que utiliza um portainer com remendos e "gambiarras" e a forma como deveria ter sido feito, além de explicar como a Liftech atua para evitar estes problemas.

Por fim, o terceiro painel foi dividido em 3 apresentações, sendo a primeira apresentada pelo Christian Augustin, Chefe de vendas e desenvolvedor de negócios da Yardeye, que mencionou alguns estudos de caso e projetos para otimização de operações de granel. 

A segunda foi apresentada pelo Garry Pinder, Diretor geral da Intermodal Solutions Group - ISG, onde o tema abordado foram os desafios de converter um terminal de contêiner em um terminal de granel. A empresa já implantou seu sistema de operação em mais de 20 terminais em diferentes países, onde a proposta é adaptar os equipamentos para conteinerização do granel, o que acarreta a diminuição da produtividade, mas um ganho em questões ambientais, uma vez que, o granel quando transportado em contêiner não despeja resídios evitando a poluição do solo. 

Se aplicado em um dos terminais do Porto de Santos, como exemplo o Ecoporto, o terminal seria beneficiado, já que hoje ele não possuí operação de navio ativas e poderia utilizar o espaço para transporte de granel sólido conteinerizado, evitando a poluição pelo levantamento de poeira gerada na movimentação da carga, problema que afeta a população que mora nas proximidades.

E na terceira e última apresentação, Guilherme Peixoto, Diretor Regional da TBA Group, falou sobre os projetos de simulação e emulação de movimentação de carga.

Terceiro Dia

No último dia do evento, o primeiro seminário abordou as operações inteligentes da nova geração e teve como moderador o Rachael White, Diretor de conteúdo da TOC Events Worldwide. Contou com a participação de Peter Charron, Engenheiro de Suporte da Navis; Martin Bardi, Gestor de vendas globais da XVELA; Zhenguo Wang, Vice Gerente Geral da ZPMC; e Thomas Rucker, Presidente da Tideworks Technology, que não compareceu, mas foi subsistido por um dos representantes da Tradelands, que é uma empresa que oferece uma solução de comunicação entre os players do setor portuário. 

Os representantes das demais empresas fizeram apresentações genéricas em relação as soluções e atuação de suas respectivas empresas, mas não apresentaram nada de inovador que não tenha sido comentado até o momento.

Em seguida, o último seminário foi sobre tecnologia limpa e contou com a moderação do Tony Simkus, Presidente da Sarandipity.

Ariel Cabrera, Gerente de desenvolvimento de mercado da Conductix-Wampfler, falou sobre uma nova tecnologia utilizada nos RTGs que economiza combustível; Na sequencia, Erika Barbosa, Vice presidente LA da Kalmar, falou sobre a preocupação com o meio ambiente na linha nova de produtos elétricos que estão para sair em 2019; Para finalizar, Haydi Galvez, Gestor de negócios da Ports ABB, falou sobre o Grid que combina diversas fontes de energia que podem ser utilizadas em terminais.

Considerações sobre o evento

Em resumo, um dos assuntos abordados seguiu a mesma linha do que foi discutido anteriormente na TOC Europe 2018, a importância de um integrador de software que tenha conhecimento dos processos de negócio e que seja especializado no setor portuário. Outro ponto relevante entre as discussões foi a possibilidade da adaptação de terminais de contêiner para movimentação de cargas em granel conteinerizados, e os benefícios ao meio ambiente que essa solução resultaria.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Port Community Systems será implementado no Brasil

Fique atento às mudanças do ADE 02

Atualização do Navis N4: o que fazer?