Fraude em licitações e contratos superfaturados no Porto de Santos somam R$ 37 milhões


Após vazamento de um vídeo em 2017, onde um assessor do presidente da CODESP (estatal responsável pela gestão do Porto de Santos) confessa a prática de irregularidades na empresa, o Ministério Público juntamente com a Controladoria Geral da União e a Receita Federal iniciaram um inquérito para investigar fraudes em licitações e superfaturamento de contratos que somam R$ 37 milhões.

Dentre as irregularidades, foram identificadas fraudes nos processos relacionados à aquisição e manutenção de softwares e consultorias que visam o favorecimento de um “cartel” de empresas. “Começamos a desarticular uma das maiores organizações criminosas de valores atuando no Porto de Santos. Há elementos que indicam a atuação no Porto de Santos há muito mais tempo do que os contratos analisados.” diz o procurador-chefe da Procuradoria-Geral da República de São Paulo.

No dia 31/10/2018 foi iniciada a operação chamada “Tritão”, dentre os alvos estão: Jose Alex de Oliva, presidente da CODESP, que foi preso em sua casa pela manhã no Rio de Janeiro; Carlos Antonio de Souza, ex-assessor do presidente; Cleveland Sampaio Lofrano, diretor de mercado da Codesp; Gabriel Nogueira Eufrasio, diretor jurídico da Codesp; Mario Jorge Paladino (empresário); Joabe Francisco Barbosa (empresário) e Joelmir Francisco Barbosa (empresário). Além disso, mais vinte mandados de busca e apreensão foram emitidos nas cidades de Santos, São Paulo, Guarujá, Barueri, Rio de Janeiro, Fortaleza e Brasília.



Gustavo Modesto Costa é analista comercial na T2S - empresa de desenvolvimento de software para o setor portuário - bacharel em Administração de Empresas com ênfase em Marketing.

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