Integração de sistemas no setor portuário: qual escolher para o seu negócio



Descubra qual tipo de integração de sistemas  para a necessidade da sua empresa

Fazer uma integração de sistemas depende de diversos fatores, como abordamos no artigo anterior. Por isso, conhecer as especificidades de cada sistema e da  empresa contribui muito para que o processo seja eficaz. 

No setor portuário, especialmente, é muito importante que os sistemas se comuniquem perfeitamente, uma vez que todas as operações são integradas, há muita troca de dados e os softwares bastante complexos.

Por isso, se você quer saber qual o tipo de integração que vai atender às necessidades da sua empresa, continue a ler este artigo.




Formas  de integração de sistemas

Existem três formas de se fazer uma integração, porém, para determinar qual deve ser implementada, precisamos conhecer suas características, assim como entender as especificidades dos sistemas a serem integrados. Confira agora as características de cada tipo de integração: 

1 - Integração por compartilhamento de banco de dados

A integração por compartilhamento de banco de dados ocorre quando dois ou mais sistemas acessam o mesmo banco e manipulam dados em comum.  

Neste método, quando há modelos de dados distintos entre as aplicações, pode-se criar tabelas auxiliares para gerenciar a troca de mensagens de forma controlada entre os sistemas, servindo de base para artefatos de monitoramento.


2 - Integração por troca de arquivos eletrônicos

A integração por arquivos eletrônicos ocorre quando duas ou mais aplicações trocam arquivos eletrônicos pré-formatados entre si.  Esta conexão é denominada EDI (Eletronic Data Interchange), que, como indica a sigla é a Troca Eletrônica de Dados, ou seja, informações tradicionalmente comunicadas em papel, como documentos ou pedidos, passam a ser eletrônicas. 

Por meio da transferência de dados estruturados, ele cria uma comunicação padronizada entre dois sistemas sem a intervenção humana. 

Por exemplo, quando uma empresa precisa se relacionar com outra, esta comunicação acontecerá por meio de mensagens estruturadas. Ocorre que, cada sistema adota um padrão de mensagem para importar e exportar dados. Desse modo, se na empresa A, uma informação estava em apenas um campo, na empresa B, pode estar distribuída em três campos. E, quando essas informações são exportadas, o formato pode variar também. 

Sendo assim, o EDI converte o formato da mensagem recebida para um formato que pode ser entendido pelo sistema receptor, assim como também converte as mensagens que este sistema envia a outros, permitindo que a comunicação aconteça sem problemas.

Em geral, o canal de comunicação desses arquivos é o FTP (File Transfer Protocol), que em português significa Protocolo de Transferência de Arquivos. Ou seja, permite a troca de arquivos entre computadores conectados à internet. Mas, ela também pode ocorrer por e-mail ou pastas compartilhadas em uma rede.  

Uso de EDIs no Setor Portuário

No caso do setor portuário, um padrão muito utilizado é o UN/EDIFACT - , Electronic Data Interchange for Administration, Commerce and Transport, ou, traduzindo, Intercâmbio Eletrônico de Dados para Administração, Comércio  e o Transporte, que é o padrão internacional de EDI para a troca de dados estruturados entre sistemas. 

Arquivos no formato EDIFACT são projetados para leitura eletrônica e têm como objetivo transmitir documentos entre entidades, em geral indústrias e governos. Por isso, seu padrão descreve, além da formatação do arquivo em si, a distribuição dos dados, o que garante a integridade da mensagem.

Leia também: Integração de sistemas no setor portuário: como funciona?


SMDG

Falar sobre padrões de EDI no setor portuário envolve também falar sobre o SMDG
Que em inglês significa Shipplanning Message Development Group ou em português, Grupo de Desenvolvimento de Mensagens para o Setor Marítimo. 

É uma entidade sem fins lucrativos, administrada por empresas e organizações que atuam no setor marítimo, que desenvolve e promove os padrões EDI UN/EDIFACT  para a indústria marítima.

O objetivo do grupo é estabelecer um formato padrão para a troca de informações de planejamento de estiva de navios. Este padrão ficou conhecido como a mensagem BAPLIE, que define a posição dos contêineres em um navio.

Baplie viewer - FONTE: My EDI Notes


3 - Integração por API

Neste caso, a integração ocorre quando os sistemas oferecem uma API (Application Programming Interface), que é uma forma estruturada de interação por meio de artefatos com as regras de negócio mais explícitas. 

Isso significa que a integração por API ocorre em conformidade com a política interna da instituição, ou seja, as instruções e procedimentos que os usuários já seguem. E essas regras se refletirão nas funcionalidades do sistema.


O que são APIs

As APIs são interfaces de comunicação que fazem a ponte entre aplicações.  Elas são utilizadas para a comunicação entre softwares com linguagens distintas ou aplicativos, para solicitar informações e modificação de dados. 

Elas são como um meio de tradução para que dois aplicativos baseados na nuvem conversem entre si.

Dessa maneira, ela permite que um computador entenda as instruções do aplicativo, interprete seus dados e possa utilizá-los para a integração com outras plataformas e softwares, criando novas instruções a serem executadas por esses softwares ou computadores.


O que são Web services

Falar sobre a integração por APIs envolve também falar de web services, que são conjuntos de métodos usados para transferir dados através de protocolos de comunicação de diferentes plataformas, independentemente das linguagens de programação utilizadas.

Como protocolos são os conjuntos de regras que permitem a comunicação entre computadores conectados à internet, os web services garantem que essas plataformas diferentes passem a ser compatíveis. Consequentemente, eles trazem mais agilidade aos processos de comunicação na cadeia logística.

Geralmente, a forma mais comum de conduzir a comunicação via web services é por por meio da arquitetura REST (Representational State Transfer).

Os webservices que estão de acordo com o estilo de arquitetura REST, os denominados Web services RESTful, permitem que os sistemas de comuniquem de forma transparente independentemente de serem semelhantes ou não.


ESB

Uma tecnologia bastante implementada como solução para a integração de sistemas por web services é o ESB (Enterprise Service Bus) ou, em português Barramento de Serviço Corporativo. 

Quando o ambiente é muito complexo e heterogêneo, o ESB atua como uma ferramenta que organiza e monitora a comunicação entre os sistemas. Ou seja, ele integra diferentes aplicações por meio de um barramento que faz a mediação, a comunicação e permite que as aplicações troquem mensagens entre elas, independentemente de seus formatos. 

Uma ferramenta bastante comum de ESB é o Apache Kafka, uma plataforma desenvolvida com alta capacidade para o tratamento de dados em tempo real e entre diferentes plataformas.

Como fazer a integração de sistemas sem afetar a produtividade da empresa

Como você viu, existem tipos diferentes de integração e diversos etapas e ferramentas que auxiliam no processo. O uso de cada uma delas depende das necessidades que precisam ser atendidas e da estrutura que cada empresa possui.

E, para garantir o sucesso dessa operação sem afetar as atividades e o desempenho da empresa, é preciso muita cautela e conhecimento do processo. Por isso é necessário contar com uma equipe profissional especializada que conduza o trabalho.

Nestes casos, uma boa opção é terceirizar o serviço. Algumas das vantagens da terceirização são:

Equipe especializada

Nem sempre a equipe de TI das empresas está totalmente preparada ou dispõe de tempo para atividades mais complexas como a integração de sistemas. Por isso, contar com uma empresa especializada que se dedica a conhecer as especificidades do trabalho permite que o trabalho seja executado de forma mais rápida e efetiva. 

Custo benefício

Quantos funcionários seriam necessários contratar e treinar para conduzir a integração de sistemas? Neste caso, a terceirização é uma ótima opção pois já conta com equipe capacitada e, consequentemente, com um serviço mais barato.

Você pode se dedicar a tarefas mais importantes


Quando você terceiriza um serviço deixa de ter a preocupação e a responsabilidade com essas tarefas, o que permite que você se dedique a trabalhos mais relevantes e foque nas estratégias do negócio.

Mais liberdade ao departamento de TI

A terceirização também será positiva para seu departamento de TI que ficará livre para se dedicar a outras demandas mais necessárias à rotina operacional da empresa.


Se você sabe precisa de uma integração de sistemas e ainda não sabe como proceder, agende uma reunião com nossos especialistas




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