Diretor da T2S fala sobre tropicalização de sistemas no Brasil

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 Palestra aconteceu durante o Primeiro Encontro Porto e Mar 2021 do Grupo Tribuna Por que tropicalizamos soluções e sistemas? Este foi o tema abordado por Ricardo Pupo Larguesa, sócio-diretor da T2S em palestra nesta quarta-feira (16) durante o Primeiro Encontro Porto e Mar 2021, promovido pelo Grupo Tribuna . Em sua apresentação, Larguesa falou sobre a expressão “tropicalização”, que trata da customização necessária antes da implantação de um sistema operacional em um terminal portuário em um país Latino Americano, especialmente no Brasil.  Ela trata do atendimento a demandas locais, em grande parte por conta das diversas exigências do governo para o comércio exterior. Para ilustrar, compartilhou alguns dados sobre o assunto e sua experiência nos mais de 140 projetos da T2S, que é especializada em soluções de software para o setor portuário. Segundo Larguesa, no Brasil, diversas especificidades, principalmente as governamentais, acarretam em mudanças na maneira como os terminais portu

Diretor da T2S fala sobre cenário da tecnologia portuária em entrevista

 Bate papo do Programa Porto 360º foi ao ar na última quarta-feira (02)


O sócio-diretor da T2S, Ricardo Pupo Larguesa participou na última quarta-feira (02) do programa Porto 360º do grupo Tribuna.

Na ocasião, Larguesa, que é engenheiro da computação pós-graduado em automação e também professor universitário, falou sobre o atual cenário da tecnologia no setor portuário, abordou iniciativas para a desburocratização dos processos e também falou sobre as skills necessárias para quem deseja trabalhar na área de tecnologia.

A entrevista foi conduzida por Maxwell Rodrigues e também teve a participação de Marcelo Rosa, que é especialista em inovação e tecnologia na Santos Brasil.

Um dos assuntos abordados foi a respeito do estágio atual dos portos brasileiros do ponto de vista tecnológico e das oportunidades de investimento.

“Todas as dificuldades que uma solução de software demanda, o porto traz como desafios. Então, é um celeiro de ideias e soluções e isso é muito positivo”, explicou Larguesa.

De acordo com Larguesa, a desvalorização da moeda brasileira prejudica nos investimentos, pois a automação portuária de equipamentos  fica encarecida por conta do custo do dólar e das moedas internacionais. 

“Mas, o povo brasileiro é bastante criativo e a gente continua avançando e entregando soluções sensacionais, algumas inclusive, dentro da Santos Brasil”, disse, referindo-se aos diversos projetos e cases de sucesso em que a T2S desenvolveu em parceria com a Santos Brasil.

Neste contexto, os entrevistados falaram ainda sobre a integração de sistemas no setor portuário, especialmente as que são com entidades do governo.

Marcelo abordou sobre os conflitos que ocorrem por conta da falta de integração entre sistemas públicos e que podem gerar retrabalhos e serviços extras aos terminais.

Já Ricardo citou iniciativas como o Portal Único de Comércio Exterior, que provê diversas APIs de integração, mas “não o suficiente para cobrir todo o ecossistema de comércio exterior da Receita Federal”.

De acordo com Larguesa, embora haja a tendência da desburocratização dos processos, este é ainda um caminho desafiador, visto que, para as entidades governamentais definirem seus padrões é um desafio, assim como no setor privado, em que cada instituição desenvolve suas próprias soluções.

Os entrevistados finalizaram o bate papo falando sobre as oportunidades na área de tecnologia e no porto e quais as habilidades essenciais para se construir uma carreira na área.

Você pode assistir a entrevista na íntegra no vídeo abaixo ou no canal do Youtube da T2S.




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