Veja as principais tendências da TI para 2022 e como os portos brasileiros serão impactados

 


O ano já começou e a expectativa é de que a área de Tecnologia da Informação (TI) siga nos próximos meses o mesmo caminho de novidades, avanços e inovação que teve em 2021, o que deve gerar mudanças e adaptações a inúmeros setores, inclusive no portuário.

Hoje a TI vive uma alta no mercado por conta da transformação digital que o mundo tem passado. Por isso, a T2S separou as principais tendências para a TI em 2022 e como elas devem impactar os portos brasileiros. Veja a lista abaixo:


1- Internet of Things - IoT (Internet das Coisas)

A Internet of Things (IoT), que em português significa internet das coisas, está entre as tendências para 2022 e também para os próximos anos. Na prática, a IoT é uma rede de objetos físicos capaz de reunir e de transmitir dados via internet a outros dispositivos (domésticos ou industriais).

 

No universo corporativo, a intenção é de que seja cada vez mais comum, abrindo possibilidade de programar o funcionamento de máquinas e até operá-las à distância. O processo deve ganhar ainda mais espaço com a chegada do 5G, já que a conexão será mais rápida.

 

Nas áreas portuárias, por exemplo, um STS - Ship to Shore (portainer) poderá ser operado de forma remota e o funcionário conseguirá trabalhar de casa. Além da automatização, a IoT permitirá mais transparência com rastreamento em tempo real, com informações mais precisas.   

 

Outras possibilidades são sensores de velocidade, presença e monitoramento de vagas de pátio, além de sensores de chuva, incêndio, controle de equipamentos, sistemas de identificação, detecção de movimento, entre outros.

 

2- Cibersegurança

A preocupação com a cibersegurança nunca foi tão grande, após o aumento de ciberataques no ano passado. Com isso, as empresas passaram a enxergar a segurança virtual como algo obrigatório e necessário. 

 

As companhias também se adaptaram e ainda lidam com as possíveis punições que a atualização da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018), conhecida como LGPD trouxe ao entrar em vigor ano passado. 

 

Por isso, é importante que os terminais portuários e demais empresas ligadas ao setor sigam as diretrizes e alertem seus colaboradores para que não exponham ou deixem os dados vulneráveis, evitando prejuízos e o vazamento de informações.

 

 

3- Cloud Computing (nuvem)

A computação em nuvem (Cloud Computing) é uma das tendências que existe há anos e continuará sendo uma das principais bases de tecnologia das empresas. A ideia é que cada vez mais serviços sejam criados para funcionar na nuvem, diferente de lançar para a cloud aplicações já produzidas. A tendência também é substituir os tradicionais modelos on premisses.

Haverá ainda a consolidação do cloud backup, complementando as soluções de backups físicos, com a vantagem da escalabilidade e do armazenamento virtual fora do ambiente da empresa. O backup em nuvem garante que os dados fiquem armazenados no ciberespaço e não em data centers dos terminais, o que reduz os riscos de perda de informações.

 

A nuvem também permite que os trabalhos dos funcionários sejam conduzidos de maneira remota, algo essencial com o aumento do teletrabalho, principalmente na área de tecnologia portuária.

 

4- Assistentes por voz

Os assistentes de voz estão presentes nos smartphones, ganharam gadgets dedicados e já fazem parte do cotidiano de muitas pessoas. Pelos comandos de voz, é possível acessar informações e iniciar ações automatizadas, desde ligar outros aparelhos até fazer compras, sem a necessidade de digitar algum comando.

 

Tais ações abrem espaço para iniciativas como a ‘separação por voz’, algo que tem sido usado na logística. É um método de separação feito por comandos de voz, através de um aparelho e um fone de ouvido acoplado ao operador. É usado para separar mercadorias, gestão de estoque, entre outros. 

Na prática, o sistema interage diretamente com os operadores do depósito por meio de uma inteligência artificial baseada na interpretação de uma voz humana e busca de imediato qualquer informação dos produtos.

5- Big Data e Business Intelligence (BI)

Nos últimos anos houve o crescimento significativo do volume de dados nas empresas e terminais, principalmente devido aos dispositivos IoT, que ajudam a circular ainda mais informações pelos bancos de dados. Por isso, será preciso analisar o Big Data com ferramentas de Business Intelligence (BI), capazes de tratar esses dados com agilidade. 

 

Mesmo as companhias que já usam o Big Data como uma ferramenta de BI devem aprimorar a forma como conduzem os dados. A tendência é que cada vez mais dados sejam coletados e analisados, para que possam transformá-los em informações relevantes, que ajudem as empresas nas tomadas de decisões e na otimização de custos.

 

Na coleta e na análise de dados é necessário verificar se os processos seguem a LGPD.

 

6- Inteligência artificial

Se para alguns a inteligência artificial ainda parece coisa de filme, é preciso dizer que ela está cada vez mais presente em nossas vidas e nos portos. Já convivemos com automações diariamente e esse processo pretende ser ainda mais acelerado.

Empresas de todos os segmentos já pensam em investir em IA, principalmente pela quantidade de informações tratadas todos os dias que podem apoiar as decisões estratégicas de negócio.

 

O mercado de TI nos portos por sua vez adotará mais soluções de inteligência artificial, criando sistemas autônomos capazes de monitorar e identificar falhas. Soluções como machine e deep learning, geolocalização e outras são apenas algumas das ferramentas capazes de trabalhar soluções de IA.


Análise


Para os engenheiros de computação, professores universitários e diretores da T2S Tecnologia, Ricardo Pupo Larguesa e Rodrigo Lopes Salgado, o caminho tecnológico a ser percorrido em 2022 será fortemente influenciado e impactado pelas tendências listadas acima.

 

De acordo com Ricardo Pupo, outra tendência é “o aprimoramento das ferramentas de colaboração e trabalho remoto em função do ‘novo normal’”, levando em conta que a pandemia da covid-19 aumentou a adoção do home office, algo que já era comum na TI e se consolidou nos últimos anos, assim como passou a ser usado por outras áreas.   

 

Já Rodrigo Salgado vê para os próximos meses “o uso do blockchain sendo mais difundido em outras aplicações para registro descentralizado de transações”, opina. 

 

O blockchain é a tecnologia que faz o registro de diferentes transações de forma segura. No setor portuário, a expectativa é de que seja usado na integração com a cadeia logística, sendo uma solução incomparável para trazer inovações ao mercado global.

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