Programa debate futuro da automação dos portos brasileiros

 Programa teve a presença do professor universitário e diretor da T2S, Rodrigo Salgado

Crédito: Harry Walendy Netto

O futuro da automação nos portos do Brasil tem sido uma preocupação para especialistas do setor e foi o tema discutido no Porto 360º Entrevista, programa transmitido pelo YouTube, na quinta-feira, dia 13 de abril. 

Realizado pelo Grupo Tribuna e apresentado por Maxwell Rodrigues, o programa tem a intenção de debater, provocar e levantar questões que podem ajudar os portos brasileiros. A sistematização x automatização dos terminais portuários, espaços greenfield e brownfield e como a desestatização pode influenciar no avanço de processos menos burocráticos foram alguns dos assuntos abordados.


Entre os especialistas que fizeram parte do bate-papo, esteve presente o professor universitário e também um dos diretores da T2S, Rodrigo Lopes Salgado.

Automatização dos terminais
Sobre a automação dos terminais, Salgado comentou que existe uma movimentação e um avanço, mas ainda há muito o que melhorar se comparado a portos da Europa ou dos Estados Unidos.


“Os terminais de contêineres têm investido bastante. O setor já começa a enxergar o tema como uma vantagem e não só como um custo. Se a gente for olhar para os países lá fora, estamos engatinhando, na fase da vontade de automatizar as coisas”, contou.


Salgado também explica que existem uma série de razões pelas quais os terminais não automatizam os processos, seja pela legislação, regulamentação de mão de obra, entre outros. Apesar disso, muitos processos importantes já são automatizados, como o gate, processos administrativos, integrações com autoridades e entidades externas, Receita Federal e armadores. 


“Já tem vários terminais automatizando o processo e o envio de cobrança, pagamento, então os terminais de contêineres estão disparados no porto em termos de avanço. Os de granéis líquidos já investem há tempos nisso, mas de forma menor. Por último está o terminal de granel sólido, em que a automação ainda está nos equipamentos.”


Outros assuntos levantados durante o programa foram os processos públicos que são na maior parte das vezes burocráticos, a expectativa da desestatização do Porto de Santos mudar esse cenário e a necessidade de maior representatividade de empresas do setor de tecnologia nos debates e eventos.


Assista ao vídeo:


Também é possível ver o programa na íntegra pelo link:  https://bit.ly/T2SnoPorto360Entrevista. 

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