Como lidar com a alta demanda no mercado de TI?

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 Diretor da T2S comenta problemática da demanda por profissionais de TI A pandemia acelerou a transformação digital nas empresas. Com isso, a demanda por profissionais de Tecnologia da Informação (TI) aumentou, e as companhias passaram a lidar com a falta de mão de obra qualificada. De acordo com a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais (Brasscom) , em 2019, o número de alunos formados era de 46 mil, enquanto que a demanda estimada para o período de 2019 a 2024 chegaria a aproximadamente 70 mil. Com isso, o estudo estimava um déficit potencial anual de 24 mil profissionais de TI. No entanto, somente para este ano, a expectativa foi de 56 mil novas oportunidades de trabalho criadas, enquanto que em 2020, já considerando a pandemia, a expectativa era de 43 mil novas vagas sem preenchimento. “Esse efeito é como aquela máxima de o mercado se regular entre a oferta e a procura. A demanda de novas vagas, sempre foi maior que a oferta

Padronizar a troca de mensagens no setor portuário é possível?



O setor portuário é totalmente ligado ao comércio internacional, ou seja, mudanças tecnológicas que ocorrem em qualquer lugar do mundo impactam em seu funcionamento, já que novidades ou transformações têm influência direta e quase instantânea no cotidiano operacional de armazéns portuários e também de profissionais como despachantes aduaneiros, por exemplo. Neste cenário, um dos maiores desafios para o setor é a padronização da troca de mensagens. Uma vez que o uso de tecnologias que agilizam diversas operações é a cada dia mais comum e, para garantir bons resultados, elas precisam estar integradas. 

Tamanha é a importância deste tema, ele foi uma das pautas da TOC Americas 2018 – um dos principais eventos de portos e transportes do mundo. 

Na ocasião, o exemplo utilizado foi o do uso de guindastes. De acordo com o depoimento de diversos operadores portuários, se acaso em suas estruturas existirem dois equipamentos de fabricantes diferentes é impossível utilizar a mesma tecnologia nos dois, uma vez que existem sistemas independentes para cada um. 

E então nasce a discussão: como evitar conflitos e conseguir integrar sistemas? 

O desafio da padronização na troca de mensagens no setor portuário é exatamente esse. Mas, até o momento não há uma solução ou um caminho a ser trilhado. Como explica Ricardo Larguesa, diretor da T2S, houve na história inúmeras tentativas de padronizar a comunicação no setor portuário, mas as organizações sempre desenvolveram suas próprias soluções e isso dificulta essa padronização. Ainda segundo ele, nos últimos anos foi criada muita expectativa no blockchain, mas esta é uma tecnologia que estabelece forma e não conteúdo. 

“Ele [o blackchain] até pode tornar a comunicação entre os elos da cadeia mais seguro, mas não a padronizará. Creio que o maior desafio esteja na terminologia, muito específica e regionalizada. Há também grande heterogeneidade de estruturas de informação em função de questões regulamentais regionais dispersas e muito específicas, o que dificulta a generalização para uma comunicação global. 

Mas, e o EDI?

Talvez o título deste post e esse conteúdo tenha te trazido a seguinte dúvida: mas o EDI não é uma padronização na troca de mensagens no setor portuário? Calma, nós vamos te explicar. 

Em resumo, o EDI é uma troca eletrônica de informações que tem o objetivo de criar uma comunicação padronizada entre duas pontas, mesmo que elas tenham sistemas diferentes, afinal o que importa é que ambas sigam o padrão estabelecido. Mas os padrões criados pelo SMDG  não funcionam em todas as funções existentes no setor portuário - sendo mais popular entre armadores. Enquanto que a comunicação entre equipamentos, por exemplo, tende a ter seus próprios padrões. 

Em outras palavras: é possível que padronizar a troca de mensagens no setor portuário é um desafio grande e que o setor tem um longo caminho pela frente.

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