Dados desorganizados: como atrapalham estratégias de negócios no setor portuário



Para profissionais que trabalham analisando dados, a desorganização torna o trabalho lento e impreciso, para as organizações representa oportunidades e receitas perdidas


Se você trabalha com dados, tenho certeza que já passou pela seguinte situação:

Ficou horas procurando e organizando dados no excel ou fazendo cálculos complexos antes de responder a qualquer pergunta simples e, mesmo assim, sem ter a certeza de que a informação estava completa ou correta. Tudo isso porque, apesar de ter todo o conteúdo disponível, ele estava desorganizado, o que não permitia uma visão clara do material e, consequentemente, impedia uma análise exata.

Esse tipo de situação atrapalha as atividades corriqueiras das empresas e trava processos de inovação, fazendo com que as tarefas sejam sempre executadas de forma burocrática e imprecisa.

Há anos que as organizações acumulam uma enorme quantidade de dados e, conforme a Transformação Digital acontece, fica iminente a necessidade de utilizar tanta informação a favor do negócio.

Mas, fica um pouco complicado gerar muitos insights se você se perde em meio a tanto conteúdo desconexo, não é mesmo? 

Por isso, neste artigo, iremos explorar as causas da desorganização de dados e suas consequências para as empresas.

Também abordaremos os impactos das tecnologias de gestão de dados na indústria portuária e o papel do Big Data e do Business Intelligence neste processo. Confira!

O impacto dos dados desorganizados

Um artigo da Harvard Business Review mostrou que as pessoas passam 80% do tempo preparando dados e, apenas 20% do tempo, analisando. E essa lentidão, não impacta somente quem realiza este trabalho, como também outros envolvidos e pode resultar em oportunidades perdidas e custos desnecessários. Para se ter uma dimensão das consequências, uma pesquisa da Gartner mostrou também que, em se tratando do impacto financeiro dos dados de baixa qualidade nas empresas, o rombo é de, em média US$ 15 milhões por ano.

Um caso que demonstra bem o problema dos dados desorganizados, foi o envolvendo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O anuário de 2017 publicado no início de 2018 apresentava inconsistências, o que prejudicou a interpretação do volume de cargas movimentadas e atrapalhou a atração de investimentos para os portos.

Na ocasião, os investidores contestaram as informações apresentadas tanto no Sistema de Informações Gerenciais (SIG) e quanto nos anuários da agência. E, quando os dados da Antaq foram cruzados com outros oficiais e interagindo com o mercado, os analistas perceberam divergências que, se corrigidas, poderiam auxiliar exportadores, importadores, armadores, terminais e investidores a usarem dados mais precisos em suas decisões corriqueiras. 

E é nessas horas que a gente se lembra bem do ditado “tempo é dinheiro” e, neste caso “perder tempo é perder dinheiro”.

Por que os dados ficam desorganizados?

Catálogos, planilhas, glossários, sistemas e tantas outras ferramentas são utilizadas para manter as informações às claras, mas tenho certeza de que no dia a dia você ainda lida com certa desorganização. E isso acontece por motivos como:

1 - Erro humano

Conforme a Experian, a causa mais comum de desorganização de dados se dá por erro humano. Pequenas diferenças nas entradas, funcionários que inserem dados manualmente ou erros de digitação, podem causar problemas no futuro, quando os dados forem analisados. 

2 - Sistemas incompatíveis

É bastante comum que as organizações armazenem dados em sistemas diferentes e incompatíveis. Ao integrar esses dados, os analistas podem encontrar campos duplicados, ausentes ou rótulos inconsistentes. 


3 - Alterações de requisitos

A medida que os negócios evoluem, os administradores de dados precisam fazer alterações. Nem sempre essas mudanças são comunicadas à empresa, o que faz com que analistas sejam induzidos a erros.

Como gerenciar dados com eficiência

A maior questão para as empresas não é quantidade de dados disponível, mas o que fazer com eles. Obter dados de várias fontes permite gerar insights que farão com que você economize tempo, reduza custos, tome decisões mais inteligentes e otimize tarefas, por exemplo.

Por mais que as planilhas ajudem, com o volume de dados crescente é inevitável aderir a soluções mais eficientes, que gerem relatórios mais ricos e de maneira mais rápida.

É nesses momentos que a tecnologia pode ser nossa grande aliada. Por meio de soluções como Big Data e Business Intelligence (BI), é possível extrair informações importantes.


Apenas para esclarecer os conceitos, Big Data é o termo que descreve o grande volume de dados e seu objetivo é criar novas abordagens para armazená-los e minerá-los de forma mais precisa. Já o BI coleta, monitora, filtra e organiza os dados, com o objetivo de condensar as informações para a tomada de decisão.

As duas soluções atuam de maneiras complementares e são essenciais para manter a competitividade do negócio, uma vez que a indústria portuária está caminhando para um cenário 4.0 e é necessário abraçar as tecnologias que fazem parte da mudança e permitem acelerar o desenvolvimento do setor.

Soluções para meus dados

Existem diversas opções de soluções de Big Data, cada uma com suas peculiaridades e benefícios. Todas são eficazes, porém dependem de alguns fatores para que atuem com efetividade.

Alguns exemplos de soluções de Big Data são:

  1. SAP
  2. QlickView
  3. IBM Cognos
  4. Oracle
  5. Sisense Software
  6. Dundas BI
  7. Power BI
  8. MicroStrategy Analytics Express
  9. Tableau
  10. Domo

Com tamanha variedade no mercado fica difícil saber exatamente qual a melhor opção para a sua empresa. E num contexto em que detalhes geram consequências graves, não há muito espaço para testes.

A melhor opção para meu negócio

A maneira mais efetiva para implementar uma solução é, primeiro entender quais as necessidades e particularidades da empresa, assim como seu segmento de atuação, soluções que já utiliza, as dificuldades dos usuários e assim por diante.

Em seguida, é preciso um amplo conhecimento das soluções disponíveis no mercado, para analisar quais delas possuem atribuições que melhor atendem às características do negócio.

Todo este processo demanda um tempo precioso das organizações que nem sempre possuem disponibilidade ou pessoal para realizar tal tarefa. 

Algumas empresas, optam por contratar diretamente o fornecedor da solução para implementá-la. O problema de se agir dessa maneira é que estes profissionais geralmente são especialistas no produto que vendem e nas possibilidades que ele oferece, porém podem desconhecer, por exemplo, o segmento da empresa ou outros sistemas que ela utiliza.

Essa falta de conhecimento pode gerar divergências de abordagens que podem prejudicar o desempenho da empresa.

Para evitar problemas assim, a melhor opção é contar com profissionais especialistas que conhecem tanto o setor em que você atua, quanto as soluções disponíveis no mercado. 

A T2S, por exemplo, atua desde 2003 atendendo demandas de software para o setor portuário e, entre elas, soluções de Big Data e apoio à decisão. 

Em resumo, atuamos de maneira a estudar e analisar todo o contexto que envolve a implantação da solução mais adequada ao seu negócio, de forma a auxiliar na identificação das necessidades, previsão de riscos, identificação de problemas técnicos e viabilidade, por exemplo. 

Como você percebeu, administrar corretamente os dados na indústria portuária não é tarefa simples e soluções como o Big Data pode auxiliar os operadores nas tomadas de decisão mais precisas, já que estes processos interferem diretamente no relacionamento com os clientes, na reputação das empresas e em seu posicionamento de mercado.


Se você gostou deste conteúdo, leia também nosso post sobre a Indústria 4.0 e fique por dentro das oportunidades que ela traz para o setor portuário.

E se você precisa de soluções de apoio à decisão, fale com um de nossos especialistas

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